18 maio 2008

FInal do Mundial - Espetacular!

ROSSIYA!


Não é o Domingo nem o Esporte. Espetacular foi o jogo dessa tarde realizado na cidade de Quebec no Canadá. Os dois melhores times do mundo patinando mais de 60 minutos pelo título mundial. De um lado um time empurrado pela torcida, jogando em casa, atual campeão e cotado como favorito. Do outro, uma potência renovada que não chega a uma final desde 2002 e não ganha um título desde 1993. Tudo bem que algumas das estrelas como Crosby, Malkin, Iginla, Datsyuk, entre outros não estavam presentes. Mas tinhamos Nash, Ovechkin, Heatley, Afinogenov, Getzlaf, Kovalchuk... Kovalchuk, voltaremos a falar dele em especial. O jogo tinha tudo para ser imperdível, imprevisível, inigualável ou qualquer um desses adjetivos enaltecedores, e foi. E o jogo tinha mais um ingrediente especial. Ano passado a Rússia foi eliminada pelo Team Canada em Moscou, e teve que assistir aos canadenses cantando seu hino em sua casa. Hoje era a chance da revanche, a chance de devolver na mesma moeda, ganhando a partida na casa do rival.

E os russos demostraram essa vontade desde o começo. Com apenas 1 e 23 rodados, em jogada de Alexanders, Ovechkin em passe rápido encontrou Semin que marcou 1 a 0. Mas o time do Canadá que veio com uma mudança no gol, Ward no lugar de Leclaire, respondeu pouco tempo depois com Brent Burns, que empatou o jogo. Com pouco mais de 9 minutos jogados, os canadenses viraram com um chute de Chris Kunitz, após roubada do puck no meio do gelo. Cinco minutos depois, em situação de 5 contra 3, os canadenses fizeram o terceiro gol, após boa jogada de Heatley para St. Louis passou para Burns marcar mais um belo gol, seu segundo no jogo.

Com a desvantagem no marcador, os russos voltaram para o segundo período com a mesma pegada do começo do jogo. E novamente com menos de 2 minutos no cronômetro, Semin em um one-timer, a sirene soava a favor do time moscovita. Momentos depois Semim deu um belo passe para Ovechkin que por pouco não empatou. E como quem não faz toma, Getzlaf passou para Heatley, MVP do campeonato com 20 pontos, que com chute defensável fez 4 a 2 par ao delírio da arena quebcois.

O terceiro período começou com um Candá atrás, tentando proteger seu gol. Assim como no futebol, quem se fecha atrás chama o adversário para seu campo de defesa. E foi o que aconteceu. Mesmo assim os russos demoraram quase 9 minutos para marcar. Alexei Tereshchenko recuperou um puck perdido e mandou entre as pernas de Ward. 4 a 3. Os canadenses, percebendo o erro tático se soltaram um pouco, e como os russos vinham pra cima que nem loucos para empatar, o jogo ficou ofensivo e veloz. Com 6 minutos e meio para o fim do jogo, Ward fez um defesa brilhante de pé direito, após chute de Ovechkin. Mas um minuto e meio depois, o jogador que viria a ser a estrela do jogo, começou a escrever seu nome na história. Em arrancada pelo lado esquerdo Ilya Kovalchuk, do Atlanta Thrashers, cortou seu marcador e mandou um foguete cruzado no ângulo do goleiro canadense do Hurricanes, que nada pode fazer. Era o gol de empate dos russos, 4 a 4. A partir desse momento, o Canadá foi obrigado a atacar, mas os dois times estavam cautelosos para não tomarem um gol no final. Conclusão, vamos para a prorrogação.

Overtimes são sempre emocionantes, afinal, é morte-súbita, quem fizer ganha. E cada time está com um jogador a menos, 4 contra 4. E os dois melhores times do mundo estão jogando. E vale o ouro no campeonato mundial de hóquei no gelo. Sinceramente, não consigo imaginar situação mais espetacular para um amante desse esporte. E logo no começo do derradeiro período, os russos, que iam para cima com tudo, já tiveram uma situação de superioridade numérica. Rick Nash, deliberadamente, em um lance estranho, em torno do círculo central, mandou o puck para a arquibancada. Na hora os russos, tanto no gelo quanto na arquibancada se manifestaram pedindo a punição de 2 minutos para o jogador canadense. Os juízes se reuniram e decidiram por punir Nash. Não se faz uma falta boba dessa em OT de final de Mundial, muito menos contra a Rússia. Em situação de 4 contra 3, o camisa 71 do time russo, Kovalchuk, recebeu na altura da linha azul de ataque, avançou pelo meio, ajeitou, preparou e mandou um foguete no ângulo direito canadense, para explosão dos russos, que não eram poucos, nas arquibancadas. Final de jogo; 5 a 4 Rússia.
Veja o gol do título clicando AQUI

A maldição dos donos da casa continua. O último time a ser campeão em casa foi a União Sovética em 1986. E após longos 15 anos de fila, os russos finalmente vão dormir com o ouro no peito.
Jogadores russos invadem o gelo após o gol na OT.
Fotos: IIHF.com

2 comentários:

Marcelu Ferreira disse...

Ae Brunão excelente matéria, ótimo resumo, emocionante!!!

19 de maio de 2008 00:57
Bruno Sader disse...

Fui me empolgando, escrevendo sem parar... no fim ficou esse negocio gigante. Mas ficou legal, gostei do resultado. E tomara que o Yashin venha para o Habs. Estamos precisando de centers urgente.

19 de maio de 2008 12:54
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